No segundo dia do júri popular de três dos cinco acusados de roubar, matar e queimar uma família em janeiro de 2020, no ABC Paulista, a promotoria defendeu que todos os acusados sejam condenados por homicídio, além das acusações já assumidas, segundo a defesa, de roubo, ocultação de cadáver e associação criminosa.
A previsão é de que a sentença sentença final seja definida ainda nesta terça (13), segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP)
Agora, a defesa tem espaço para a réplica e tréplica.
Após isso os jurados sorteados devem se reunir para votação. O juiz, então, irá elaborar a sentença e ler a decisão para o plenário.
Os três réus, Anaflávia, Carina e Guilherme Silva, foram interrogados na segunda-feira (12).
Os outros dois réus, Juliano e Jonathan Ramos, serão julgados em agosto, porque destituíram a advogada no início da sessão de segunda (12), e foram retirados da sala. O motivo não foi informado. Por isso, a Justiça desmembrou o processo e marcou o julgamento deles para 21 de agosto. Até lá eles terão de constituir uma nova defesa.
O julgamento já havia sido adiado outras cinco vezes por diversos motivos.
Todos os acusados respondem presos pelos assassinatos do casal de empresários Romuyuki Veras Gonçalves, de 43 anos, e Flaviana de Meneses Gonçalves, de 40, e do filho deles, o estudante Juan Victor Gonçalves, de 15. A expectativa de suas defesas é a de que o júri possa durar até quatro dias.
Os cinco respondem por roubo, homicídio doloso qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou as defesas das vítimas), ocultação de cadáver e associação criminosa.
Foram ouvidas outras três testemunhas no primeiro dia de julgamento: o delegado responsável pelo caso, a avó e uma testemunha de defesa de Ana Flávia.
O caso repercutiu à época na imprensa. A filha das vítimas e sua namorada naquela ocasião estão envolvidas nos crimes, segundo a acusação feita pelo Ministério Público (MP). Além delas, mais três homens são acusados.
Vídeos de câmeras de segurança gravaram os cinco réus entrando e saindo da residência onde as três vítimas moravam, num condomínio fechado de casas em Santo André. O casal e o filho foram mortos no local em 27 de janeiro de 2020. Acabaram assassinados com golpes na cabeça durante um assalto na residência deles.
Os corpos só foram encontrados no dia seguinte, em 28 de janeiro daquele ano. Estavam carbonizados, dentro do carro família, numa área de mata em São Bernardo do Campo, município vizinho a Santo André.
Fonte G1





