Home Economia Preço da cesta na região se mantém estável no fechamento de outubro

Preço da cesta na região se mantém estável no fechamento de outubro

Retração de preços foi de apenas 0,56%, o que representou economia de R$ 2,72; enquanto a alface foi o item que mais subiu (28,14%), a cebola foi a que mais retraiu (32,26%)

Embora ainda estejamos há dois dias de fechar o mês, levantamento realizado pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) aponta que o preço da cesta básica se manteve praticamente estável ao final de outubro, se comparado ao mês passado. A queda é de 0,56%, o que representa uma economia de R$ 2,72 para o bolso dos consumidores. Enquanto no mês passado o conjunto de 34 itens tinha preço médio de R$ 488,94, agora é encontrado a R$ 486,22. A estabilidade também pode ser comprovada na avaliação item a item, uma vez que enquanto 17 tiveram elevação de preços a outra metade seguiu caminho inverso.

Na avaliação do engenheiro agrônomo da Craisa e responsável pelo levantamento, Fábio Vezzá de Benedetto, os produtos que mais sofreram altas foram os utilizados em saladas e sucos por serem mais consumidos com o fim do inverno, casos da unidade do pé de alface, que ficou 28,14% mais caro, e do quilo da laranja, que subiu outros 8,36%. “Isso ocorre porque esses itens ainda sofrem em sua produção o impacto da estiagem prolongada”, destaca.

Na contramão da alta de preços, as principais quedas acumuladas no mês de outubro foram no quilo da cebola, em 32,26% e, da batata em outros 18,41%. No caso do bulbo, o especialista lembrou que, após mais que dobrar de preço com a falta do produto nacional, somada a queda na oferta da Argentina – chegou a ser o item mais caro entre os meses de junho e agosto nas prateleiras – quando custava R$ 7 o quilo, agora, volta aos patamares normalizados com a oferta paulista. “Em relação à batata, o preço já vem recuando desde setembro, quando a seca, principalmente, também influenciou a pouca oferta na época. Já no cenário anual, os preços voltam a recuar após o pior período até agora registrado no mês de julho”.