A Polícia Civil de São Paulo realizou, na manhã desta quinta-feira (15), a operação Cyber Provider, que investiga golpes aplicados pela internet, em sites de compra e venda de produtos. No total, sete mandados mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sendo dois em Diadema e um em São Bernardo. Além da capital, outras cidades da Grande SP também foram alvo da ação.
De acordo com informações do delegado responsável pelo inquérito, Edson Aparecido Contelli, as buscas no Grande ABC foram feitas com relação aos titulares das contas bancárias utilizadas para a lavagem de dinheiro do crime. Nas residências que foram alvo dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados celulares e materiais que serão analisados pela Polícia Civil.
“Esse grupo criminoso pratica a modalidade de crime cibernético denominada de “pagamento antecipado”, aquele antigo golpe em que se faz falsos anúncios na OLX, por exemplo, mas esse produto nunca chega. Eles começaram em 2010, mesma data de inauguração de alguns sites de venda de comércio eletrônico aqui no Brasil, desde então eles tem atuado nesse nicho.” afirma Contelli.
A operação identificou o líder do grupo no bairro da Liberdade, na capital. Conhecido como “Rei do Pagamento Antecipado” em ambientes virtuais, o homem, de 53 anos, é ex-funcionário de uma empresa de análise de crédito e de fornecimentos de serviços financeiros terceirizados e tem 53 anos.
Modus Operandi
Segundo a polícia, o grupo criava contas correntes em bancos digitais e em provedores de aplicação para facilitar os golpes, usando a chamada deepfake, uma tecnologia que cria vídeos falsos simulando rostos em movimento. Eles cadastravam produtos falsos nas contas dos provedores (como a OLX, entre outros), e após a venda do falso produto, os recursos eram transferidos dezenas de vezes por meio de pix, distribuídos em outras contas para a lavagem do dinheiro.
Os investigadores já contam pelo menos 500 vítimas do grupo, que agia em cidades como Ribeirão do Índios, Presidente Prudente, Campinas, Votuporanga e na Capital. O delegado ressalta a importância do registro do boletim de ocorrência caso a pessoa caia neste tipo de golpe. “Produzimos uma planilha com centenas de vítimas, porém, não mais que 10% delas registrou boletim de ocorrência. Isso acaba sendo prejudicial já que não alimenta nosso banco de dados.”, explica o delegado.
Fonte Diario do Grande ABC





