MTST ocupa terreno por uma semana e Justiça dá prazo de 72 horas para sair

ARTICLE TOP AD

Cerca de 900 famílias estão em área no Bairro Planalto, em São Bernardo do Campo. Juiz determinou que todos terão de deixar local neste sábado (9).

ocupação de um terreno particular por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) completou uma semana, nesta sexta-feira (8), no Bairro Planalto, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Na quarta-feira (6), no entanto, uma decisão do juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7ª Vara Cível da cidade, autorizou a reintegração de posse da área e deu prazo de 72 horas, que termina neste sábado (9), para o local ser desocupado.
Segundo a decisão, está autorizado o uso de força como a presença da Polícia Militar e até arrombamentos, caso seja necessário, para que os integrantes do MTST deixem o terreno. No texto, o juiz diz: “proceda à desocupação coercitiva e a reintegração de posse.”
O terreno é da MZM Incorporação Ltda., que entrou com pedido de reintegração de posse no sábado (2), no seguinte que o espaço foi ocupado.
No dia da ocupação, cerca de 500 famílias foram ao local e começaram a montar tendas. Segundo Maria das Dores, coordenadora do MTST, “hoje estamos em 900 famílias. Todos são residentes em São Bernardo do Campo e têm direito à moradia na cidade.”
Ainda de acordo com ela, os advogados do movimento tentam reverter a reintegração de posse.
Maria afirmou que há um déficit de moradia na cidade é de mais de 92 mil pessoas sem moradia. “Ocupamos esse terreno ocioso. Queremos abrir um diálogo com o município, estado e governo Federal. Esse é um problema político, independentemente de partido. Em Santo André conseguimos moradoria para 910 famílias, porque lá houve vontade política.”
“Ocupamos esse terreno com o 92.216 de pessoas sem teto e por causa desse terreno ocioso, sem ter função social. Queremos abrir diálogo com o município, estado e governo federal”, disse Maria das Dores.
Na decisão, o juiz disse que o MTST descumpriu outro prazo judicial, vencido na terça-feira (5), para que desocupassem o terreno de forma voluntária.
A prefeitura disse que enviou agentes da Guarda Municipal para o acesso ao terreno ocupado “apenas para monitorar o local”. A administração municipal disse que não está prevista nenhuma ação da corporação na ocupação.

ARTICLE BOTTOM AD