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Indústria automobilística espera crescimento de vendas em 2019

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Mesmo com diferenças de expectativa, todos os executivos projetam alta para o ano que vem

Os executivos do mercado automobilístico estão otimistas quanto aos resultados financeiros de 2019. Nem mesmo as incertezas políticas e econômicas provocadas pela eleição derrubaram a projeção do setor. De acordo com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o crescimento será na casa de dois dígitos baixos – algo em torno de 12%.

Outros executivos concordam com essa projeção de alta. Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, espera um acréscimo de 12 a 13%; Pablo di Si, executivo da Volkswagen, de 10%. Já outros são mais modestos, mas, mesmo assim, são otimistas. É o caso de Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford. O executivo tem a expectativa de alta na casa dos 5 a 10%. Em todos os cenários, o futuro é promissor.

As estimativas variam por causa do método utilizado. Os números da Anfavea levam em consideração os caminhões e ônibus, enquanto outros executivos só calculam a quantidade de automóveis e veículos comerciais leves. Só em setembro de 2018, a frota nacional de automóveis era de 54.209.990, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), sem contar os demais veículos, que somam 45.532.887 unidades.

O setor ainda será impulsionado pelo programa Rota 2030 do governo federal, lançado no final de novembro, cujo principal objetivo é estimular o desenvolvimento do setor automobilístico. Entre as medidas estão a redução de IPI sobre veículos híbridos e elétricos e a possibilidade de criação de créditos fiscais para empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento.

Crescimento em 2018

 

O setor também espera bons resultados para 2018. De acordo com a Anfavea, o país deve ter um crescimento de 13,7% no número de veículos licenciados em relação ao ano passado. Em setembro também houve um aumento na demanda por licenciamento: 213,3 mil unidades, um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, com 199,2 mil veículos. No acumulado do ano até setembro, houve alta de 14%, com um total de 1,84 milhão de unidades contra 1,62 milhão em 2017.

As exportações, por sua vez, tiveram queda de 8,6%, com uma produção de 700 mil unidades. Antes, a projeção era de igualar o resultado do ano anterior. Segundo a Anfavea, a revisão foi necessária sobretudo por causa do mercado em alta e o fluxo para o principal parceiro comercial do Brasil, a Argentina.

“A situação macroeconômica da Argentina impactou o mercado interno daquele país e, consequentemente, as exportações brasileiras para lá, por isso, diminuímos nossa previsão nesse quesito”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea, em entrevista para o portal Uol.

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