17.2 C
São Paulo
terça-feira, outubro 6, 2026

A informação ao seu alcance!

Home Cidades Guarda Ambiental de São Bernardo interrompe desmatamento em área de proteção

Guarda Ambiental de São Bernardo interrompe desmatamento em área de proteção

ARTICLE TOP AD

Em uma semana, infratores conseguiram desmatar 6.600 m2 de vegetação; equipamentos e maquinário utilizados foram apreendidos

A Guarda Ambiental de São Bernardo, ligada à Guarda Civil Municipal (GCM), interrompeu na última sexta-feira (31/03) ação de desmatamento clandestino flagrada dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, na região do Pós-Balsa, considerada área de proteção ambiental permanente.
Os responsáveis pela ação, que devastou cerca de 6.600 m2 de vegetação exótica e nativa, serão autuados e deverão pagar multa de aproximadamente R$ 87 mil, conforme estabelece decreto municipal. O inquérito sobre o caso será instaurado nesta terça-feira (04/04).
A atividade irregular e criminosa já estava em curso há cerca de uma semana quando foi constatada durante patrulhamento preventivo realizado pela guarda, à beira da Estrada Capivari. Na oportunidade, os infratores foram flagrados em ação de desmatamento, utilizando duas motosserras, um caminhão para transporte de toras de madeira e dois tratores, sendo um deles para reboque.

A ação destruiu parte da vegetação nativa, formada por pinos, eucaliptos e até exemplares de palmito-juçara, cuja extração é considerada crime ambiental. Após a intervenção da guarda, a área devastada foi interditada para regularização e recuperação dos danos causados ao meio ambiente.

“Aqui foi cometido um crime grave de corte de vegetação, conforme estabelece a lei federal 9.605/1.998, que trata de crimes ambientais. Essa ação causa um impacto enorme, já que aqui existem espécies protegidas por lei e esta extração é um crime que será investigado pela secretaria de crimes ambientais”, destacou o Guarda Civil Municipal, Carlos Evandro Pavaneli, que integrou a equipe que flagrou a ação na última sexta-feira.

De acordo com o sub-inspetor da Guarda Ambiental, Adriano Martins Xavier Oliveira, a suspeita inicial é a de que a extração visasse a venda da madeira para produção de móveis e utilização no setor da construção civil. O material apreendido foi embargado e levado ao pátio da guarda.

ARTICLE BOTTOM AD