Enchentes aumentam risco de casos de leptospirose

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Em 2014, São Bernardo registrou 10 casos; falta de saneamento facilita proliferação

A preocupação com a leptospirose aumenta na temporada de chuva. No último ano, o ABC teve 24 casos da doença. Em 2015, já há o registro de um caso. As secretarias de Saúde das principais cidades da região dizem que a prevenção mais eficaz é evitar contato com água de enchente e lama.

Com dez casos, São Bernardo foi a cidade em que mais se contraiu leptospirose em 2014 entre três das principais da região. Porém esse número representa uma queda de 16,7% (dois casos) em relação ao ano anterior. Santo André teve queda de 33,3% (3 casos) e Diadema teve aumento de 100% (4 casos).

A doença é transmitida em sua maioria pela urina dos ratos. Inicialmente, os sintomas são semelhantes à gripe ou dengue e sempre com a presença da febre além de dor atrás dos olhos e, segundo a Secretaria de Saúde de São Bernardo, dor na panturrilha.

“Muitas pessoas não ficam sabendo que contraíram leptospirose, pois pode ser confundida com outras doenças mais recorrentes como a gripe”, afirmou a infectologista do Hospital Municipal Universitário de São Bernardo e médica assistente do Pronto Socorro do instituto Emilio Ribas, Adriana Wolf,

Existem dois estágios da doença, sendo que o primeiro consiste nos sintomas generalizados e pode ser resolvido mais facilmente. O segundo pode evoluir a um quadro de sangramento pulmonar ou a uma insuficiência renal. Nesses casos, é mais difícil a recuperação.

Algumas medidas podem evitar uma contaminação maior. A Secretaria de Saúde de Santo André por meio da GCZ (Gerência de Controle de Zoonoses), realiza visitas a endereços de casos suspeitos para analisar as condições de proliferação de roedores.

São Bernardo também orienta os munícipes e possui ações que diminuam a população de roedores.

Diadema afirmou por meio de nota que mantém terrenos públicos murados e realiza limpezas nos rios.

Lugares em que não há saneamento básico são mais suscetíveis à proliferação da doença e também existem alguns grupos de risco. Como exemplo, pessoas que trabalham em obras que não tenham estrutura adequada e trabalhadores que limpam e façam a manutenção de esgotos caso não usem os EPI’s (equipamento de proteção individual) necessários.

Em casos de suspeita, o paciente deve procurar a unidade de pronto-socorro mais próxima, que também podem ser UPA’s, e, a partir do diagnóstico, o tratamento é feito (em qualquer estágio) com antibióticos e suporte ao paciente. Dependendo da gravidade, o tratamento pode ser feito via UBS (Unidade Básica de Saúde).

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