Inflação, juros altos, desemprego, crise econômica, emergências, imprevistos ou mera irresponsabilidade financeira: independentemente do motivo, trouxemos o passo a passo para ajudar você a reestabelecer suas finanças.
Não existe solução milagrosa ou fórmula mágica para sair do vermelho, mas sim disciplina e algum esforço. Confira!
Reveja todas as suas contas e despesas
Todas as medidas precisam de uma ação inicial firme e eficiente. Para quitar as dívidas, a primeira etapa do plano é controlar o orçamento doméstico detalhadamente. Por menores que pareçam as parcelas ou despesas, foi esse conjunto que desequilibrou a balança. Reveja todas as suas contas e gastos, uma a uma, sem exceção. Esse controle é necessário para iniciar sua recuperação.
Identifique em quanto está sua dívida total
É necessário avaliar e tomar plena consciência do valor total devido. Anote o montante e a quantia que deve ser destinada a cada credor, e não se esqueça de verificar quais deles cobram juros por atrasos.
Contenha gastos
O momento é delicado é precisa de alguns sacrifícios. Para melhorar sua receita, corte a demanda por serviços e produtos supérfluos. Em seguida, substitua, sempre que possível, itens básicos e essenciais por versões mais econômicas. Essa etapa demanda a colaboração de toda a família. Por isso, honestidade e responsabilidade são essenciais no diálogo e na compreensão dos esforços necessários para sair dessa fase de transtornos.
Medidas emergenciais
Só o corte de gastos pode não ser suficiente para reequilibrar suas finanças. Caso haja a possibilidade, resgaste seus investimentos ou considere se desfazer de alguns bens de valor para angariar dinheiro e saldar débitos mais urgentes e que podem encarecer ainda mais com os juros.
Aprenda a negociar
Entre em contato com todos os seus credores e explique sua situação. Busque por parcelamentos e descontos que se encaixem em seu novo orçamento. Muitas empresas e instituições financeiras preferem renegociar do que ficar sem receber, e as surpresas podem ser muito positivas.
Considere a possibilidade de realizar um empréstimo
Primeiramente, faça uma consulta ao SPC e verifique se seu nome não foi negativado por inadimplência – saiba como aqui. Se a situação estiver regular, vale a pena estudar atentamente um empréstimo com taxas de juros menores do que das dívidas que você já tem. A “troca de dívidas” pode ser vantajosa e econômica, além de centralizar as parcelas em uma única instituição.
Cuidado com o crédito
Evite comprar a prazo ou usar o cheque especial. Guarde esses recursos e ferramentas para emergências. Compras à vista são sempre melhores, pois não trarão juros embutidos nas prestações e faturas.
Mude hábitos financeiros
Sem uma mudança sobre a sua própria visão de consumo e do seu dinheiro, será difícil não se endividar novamente. Pense e repense suas necessidades, principalmente as que envolvem meras convenções sociais ou familiares. Por exemplo, se todos os anos a família viaja junta, não há porque contrair uma dívida para cumprir o calendário. Espere o momento oportuno e destine suas verbas com responsabilidade.
Aprenda a poupar
Uma das maiores dificuldades de quem tende a se endividar é guardar dinheiro. No entanto, depois de todas essas medidas e um novo olhar sobre suas finanças, dá para começar a reservar a quantia de alguma dívida quitada e guardá-la para futuras emergências.
Não perca o foco
Aprenda com os erros e não os repita. Depois de quitar suas dívidas, mantenha a disciplina para que esse tipo de instabilidade não afete suas finanças novamente. Com paciência e atitude positiva, é possível aproveitar a vida sem exageros e sem dívidas desnecessárias.




